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Este espaço nasceu de uma pausa para o café. Ou melhor, de várias delas. Meu nome é Manoela Santos, sou psicanalista, e o nome deste blog — (Eu, o Café & o Inconsciente) — é, na verdade, o mapa do meu percurso.
É um convite para entender como eu vejo a análise:
O ‘Eu’ representa esse mergulho interno inevitável, as conversas silenciosas que temos conosco e todo o trajeto de amadurecimento.
O ‘Café’ é o cenário. É a pausa. Para mim, foi (e ainda é) o ritual: a xícara quente nas mãos, o tempo que se alonga, o sabor que me ancorava enquanto eu analisava lentamente meus próprios pensamentos.
E o ‘Inconsciente’ é, claro, a bússola psicanalítica que nos guia nessa jornada.
Minha maior certeza é que a psicanálise é o caminho constante que me devolveu a mim mesma.
Mas essa não é uma verdade que eu apenas estudei; é a verdade que estrutura quem eu sou. E aqui está o ponto mais importante: antes de ser analista do outro, sou a primeira a me sentar no divã das minhas próprias questões.
Eu acredito firmemente que a psicanálise é um movimento ininterrupto. É um processo de (re)constituição que, por sua natureza autêntica, não tem um ponto final. O analista também está sempre em escuta, sempre em análise. É um R(encontro) contínuo.
É por isso que você está aqui: para saber que, do lado de cá, existe alguém que também percorre o trajeto.
Por muito tempo, essa busca por mim mesma se manifestou em viagens. Sou uma viajante do mundo e explorei diversos lugares na tentativa de encontrar pedaços de mim. Em cada novo território, descobri algo curioso: o lugar atuava como um espelho potente.
Eu não encontrava algo "novo", mas era devolvida ao que já estava em mim, pronto para ser reconhecido e nomeado.
A análise é exatamente isso. É a pausa essencial (o nosso "café") para o olhar para si, o espaço onde o tempo necessário para as suas conversas internas é respeitado.
É com essa crença profunda na escuta que nos (re)constitui e na certeza desse amadurecimento contínuo que eu sustento minha prática.
Minha convicção é que a psicanálise é a continuidade do caminho que te devolve, constantemente, a si mesmo.
